Controle precoce de plantas daninhas é crucial para trigo
Manejo adequado durante o crescimento vegetativo do trigo pode aumentar a produtividade.

O período inicial de crescimento do trigo, que se estende da emergência das plântulas ao início da fase de alongamento dos colmos, é essencial para a eficácia do manejo de plantas daninhas. Durante essa fase, a cultura estabelece seu potencial de perfilhamento, área foliar e enraizamento, o que torna o controle precoce crucial para maximizar a produtividade e minimizar os custos de manejo ao longo da safra.
Conforme as diretrizes técnicas da Embrapa Trigo, a interferência das daninhas é mais significativa desde a emergência até o final do perfilhamento do trigo. A recomendação é realizar o controle em pós-emergência precoce, entre duas a quatro folhas desenvolvidas da planta, quando as daninhas ainda estão em estágios iniciais de crescimento.
"A decisão deve considerar o tipo de daninha predominante, a densidade de infestação, o histórico de resistência e as condições climáticas e de umidade do solo.
Nas principais regiões de cultivo no Sul do Brasil, a emergência das plantas daninhas frequentemente coincide com a do trigo. Espécies como nabo, azevém, aveia-preta e capim-marmelada competem pelos mesmos recursos que o trigo, sendo especialmente prejudiciais quando este ainda está desenvolvendo seu sistema radicular.
✨ O controle tardio das daninhas pode resultar em redução de perfilhamento e maior vulnerabilidade a estresses hídricos e nutricionais.
O conceito de Periodo Crítico de Prevenção da Interferência (PCPI) orienta o momento exato para as intervenções. Esse intervalo geralmente abrange desde a emergência das plântulas até próximo ao final do perfilhamento, variando conforme a infestação e as condições de crescimento.
A análise do tipo de planta daninha é crucial para definir a estratégia de manejo, já que plantas como nabo e caruru competem intensamente por luz, enquanto gramíneas como azevém disputam água e nutrientes no solo.
Pesquisadores enfatizam que o controle deve ser realizado enquanto as plantas daninhas ainda estão jovens. O destaque é para a importância do monitoramento no campo, que deve considerar o estádio do trigo, o crescimento das daninhas, a densidade de infestação e as condições climáticas para uma gestão eficaz.
Práticas de Manejo
Além do controle químico, o uso de práticas culturais como a manutenção de palhada e a rotação de culturas é vital para diminuir a pressão de plantas daninhas e a dependência de herbicidas.
O planejamento das aplicações químicas deve iniciar com a identificação das espécies daninhas e seus estágios. O estágio de desenvolvimento do trigo deve ser rigorosamente monitorado para aplicar os herbicidas adequados, evitando prejudicar a cultura. O uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) durante a aplicação é imprescindível.
As recomendações finais incluem a verificação constante do estágio do trigo, a identificação das principais daninhas, a avaliação da densidade de infestação e o registro das operações realizadas. Essas informações são essenciais para otimizar o manejo em futuras safras e proteger o potencial produtivo do trigo.
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