Com mais oferta de feijão carioca, preços estão em queda

O mercado de feijão no Brasil iniciou agosto apresentando comportamentos variados entre os principais tipos de feijão. Segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o aumento na colheita da terceira safra, especialmente em áreas irrigadas do Cerrado, levou a um aumento da oferta de feijão carioca, pressionando os preços para baixo.
Enquanto isso, a situação do feijão preto durante a entressafra resultou em preços mais sustentáveis, impulsionados por importações da Argentina que ajudam a complementar o abastecimento interno. No curto prazo, espera-se que a maior disponibilidade do feijão carioca mantenha o mercado sob pressão.
✨ Os preços do feijão carioca tiveram uma média de queda de 9,55% entre 30 de julho e 6 de agosto, com a maior desvalorização ocorrendo em Goiás.
Os feijões de qualidade superiores também apresentaram desvalorização, resultando em uma menor demanda por grãos de notas 8 e 8,5. Os compradores estão preferindo lotes de melhor qualidade, fazendo com que os preços desses lotes se posicionem de maneira mais vantajosa.
Por outro lado, o feijão preto teve um desempenho diferente. Os preços do tipo 1 aumentaram 1,37% no mesmo período, com valorização significativa no Oeste Catarinense, enquanto em Itapeva os preços recuaram devido a estoques satisfatórios nas agroindústrias.
Em julho, as exportações brasileiras de feijão atingiram um recorde de 106,82 mil toneladas. A Índia foi o principal destino, somando 81,8% das embarcações, refletindo o padrão de exportação voltado para o mercado asiático.
As importações também foram significativas, totalizando 6,23 mil toneladas em julho, com a maioria proveniente da Argentina. Essa dependência das compras externas é crucial para manter o abastecimento de feijão preto durante a entressafra.
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