Ricardo Leite analisa contrastes entre os sistemas agrícolas dos países.

A agricultura mundial se apresenta em diversas formas, influenciada por fatores como disponibilidade de terra e condições locais, de acordo com Ricardo Leite, Superintendente Executivo do Banco Safra. Sua análise se baseia nas observações feitas durante uma visita à região de Hiroshima, no Japão.
Na paisagem japonesa, pequenas propriedades coexistem com campos de arroz meticulosamente organizados, sistemas de irrigação, residências e até mesmo painéis solares. Esse panorama é bastante diferente das imensas áreas que caracterizam o agronegócio brasileiro, revelando uma produção adaptada à limitação de área e à alta densidade populacional do Japão.
✨ Enquanto a média de terra por propriedade agrícola no Japão é de apenas 3,7 hectares, sem Hokkaido, essa média cai para 2,6 hectares.
Dessa forma, a eficiência no uso da terra, incluindo infraestrutura, irrigação e mecanização, se torna crucial para maximizar o retorno em áreas relativamente pequenas. Além disso, o Japão enfrenta mudanças significativas no setor agrícola, com uma diminuição no número de propriedades e um processo de consolidação, onde áreas de 20 hectares ou mais já ocupam 51% da terra agrícola total.
Em Hiroshima, iniciativas estão em andamento para aumentar a rentabilidade das áreas que historicamente cultivam arroz, com a introdução de culturas que oferecem maior valor agregado. Essa comparação com o Brasil destaca modelos agrícolas distintos: enquanto o Brasil dispõe de um vasto território, condições climáticas favoráveis e tecnologia tropical para produzir grandes excedentes, o Japão precisa operar com áreas limitadas e propriedades menores.
Apesar das diferenças, tanto no Japão quanto no Brasil, o grande desafio permanece sendo a busca por maior valor, eficiência e sustentabilidade utilizando os recursos disponíveis.
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