Frigoríficos brasileiros suspendem produção com cota chinesa preenchida
Empresas se preparam para férias coletivas até outubro devido à queda na demanda

Frigoríficos de várias regiões do Brasil, como Frigol, Better Beef e Plena Alimentos, adotarão férias coletivas e suspenderão atividades em suas plantas a partir de julho. Essa decisão é motivada pela expectativa de que a cota de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina sem tarifa adicional para a China esteja prestes a ser preenchida.
Impacto da cota chinesa
Com o fechamento da cota, muitos frigoríficos enfrentarão dificuldades no mercado, uma vez que as empresas já sinalizaram uma diminuição na produção. O mercado chinês, que fixa suas cotas para fornecedores como Austrália e Estados Unidos, estabeleceu que a quota brasileira é inferior ao volume exportado em 2025.
✨ Frigol dará férias coletivas de 18 dias a cerca de mil trabalhadores de sua unidade no Pará, responsável por 70% de sua produção para a China.
- 1Better Beef suspenderá produção em Araçatuba de 20 de julho a 10 de agosto.
- 2Iguatemi Beef oferecerá férias coletivas para 650 funcionários em Mato Grosso do Sul.
- 3Plena Alimentos aplicará férias coletivas para 1,5 mil funcionários em Goiás e Tocantins.
Perspectivas para o mercado
A expectativa generalizada entre os executivos do setor é que o interesse da China por carne brasileira se reestabeleça somente em outubro, quando a cota de 2027 começará a valer. A Frigol releva que a produção ainda pode ser reduzida em até 40% mesmo após o retorno dos funcionários às atividades.
Além disso, outras empresas como Astra Foods e Minerva Foods também ajustam suas operações para atender demanda local e de outros mercados, tentando mitigar os efeitos causados pela restrição da cota chinesa.
"Não conseguimos encaixar em outros mercados toda a produção que a China tomava.
Contexto
No ano passado, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina. Com a nova cota, as tarifas diferem: 12% dentro da cota e 55% sobre o excedente.
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