Uva é a exceção sem isenção na nova política tarifária

As frutas brasileiras destinadas ao mercado dos Estados Unidos sofreram um grande alívio com a notícia de que a maioria delas está isenta da sobretaxa de 25%, anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) nesta quarta-feira.
Contudo, a uva se destaca como a única fruta relevante que não conseguiu a isenção. Margarete Boteon, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), observa que, embora a sobretaxa possa impactar de alguma forma, o efeito imediato deve ser suave.
"As exportações brasileiras de uva para os Estados Unidos já enfrentavam desafios devido à competitividade perdida e estão perdendo espaço nas vendas externas, com o mercado europeu se consolidando como principal opção.
✨ Apesar da isenção, a uva não está mais entre os principais destinos das exportações brasileiras.
O setor de hortifrutis apresenta uma situação relativamente positiva, já que a maior parte das frutas tropicais e cítricos, além do suco de laranja e derivados, não será afetada pela medida. Mesmo assim, a cadeia produtiva deve manter uma vigilância sobre a finalização dos códigos tarifários.
A sobretaxa de 25% foi introduzida pelo USTR, aplicando-se a uma gama de importações, mas muitas frutas brasileiras conseguiram ser isentas, exceto a uva.
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