Dólar em queda e incertezas marcam a negociação de soja

O mercado brasileiro de soja apresentou um desempenho fraco no final da semana, caracterizado por uma limitada atividade comercial. Tanto compradores quanto vendedores mostraram cautela, resultando em uma leve queda nos preços.
Esse cenário negativo é impulsionado pela desvalorização do dólar, que terminou o dia cotado abaixo de R$ 5,00. Além disso, a estabilidade nos portos brasileiros, que anteriormente sustentavam os preços, também contribuiu para a redução das cotações.
✨ Com uma liquidez reduzida, muitos agentes do mercado já estão focados em negociações futuras, especialmente para o mês de junho.
As variações de preços da soja em diferentes regiões são as seguintes: Passo Fundo (RS) registrou uma queda de R$ 125,00 para R$ 124,00; Santa Rosa (RS) caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00; e Cascavel (PR) de R$ 121,00 para R$ 120,00. Já Rondonópolis (MT), Dourados (MS) e Rio Verde (GO) mantiveram seus preços.
Os portos também apresentaram movimentos semelhantes, como em Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), onde os preços caíram de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em baixa, com o preço da posição de julho recuando para US$ 11,95 1/2 por bushel. Embora tenha registrado uma alta de 0,8% ao longo de junho, a volatilidade nas cotações limita o impacto positivo no Brasil.
Além disso, informações sobre as exportações norte-americanas indicaram apenas 258.100 toneladas na última semana, abaixo das expectativas que variavam entre 200 mil e 600 mil toneladas.
O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,97%, cotado a R$ 4,9525 para venda. Este movimento é um reflexo da desvalorização de 4,4% ao longo do mês, afetando diretamente a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
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