Cotações podem ser afetadas por volatilidade e estratégias de venda

Na próxima semana, o mercado de trigo será marcado por um viés de alta, mas com a possibilidade de oscilações e correções, após uma recuperação recente nos preços das cotações. A TF Agroeconômica sinaliza um ambiente desafiador, onde restrições logísticas no Mar Negro, uma produção reduzida e estoques globais baixos, aliados à resistência no Paraná e à recuperação em Chicago, impactam a formação de preços.
Para os agricultores, a melhor abordagem é evitar tanto a venda total quanto a retenção integral do produto. Recomenda-se comercializar entre 20% a 30% do trigo disponível neste momento, escalonando a venda do restante, especialmente se os preços em Chicago subirem além de US$ 7,05 a US$ 7,10 por bushel.
Quanto à safra nova, a orientação é fixar vendas em diferentes níveis de preço, observando referências entre R$ 1.430 e R$ 1.450 por tonelada, além de R$ 1.470 a R$ 1.500. Para preços acima de R$ 1.500, é recomendado aumentar a comercialização.
Cooperativas devem priorizar compras seletivas e manter um controle rigoroso de estoques, enquanto diversificam suas posições físicas com o uso de hedge. Cerealistas, por sua vez, devem operar com estoques curtos e visualizando margens definidas, evitando grandes especulações.
Exportadores têm a tarefa de aumentar a originação de maneira moderada, monitorando fretes e a concorrência no Mercosul para proteger suas margens. Já os moinhos são aconselhados a ampliar suas coberturas para um período entre 60 e 90 dias, focando na aquisição de grãos de alta qualidade de forma gradual.
✨ Análise indica US$ 7,10 e US$ 7,25 por bushel como pontos críticos para vendas, enquanto uma queda abaixo de US$ 6,65 seria negativa.
Os preços no mercado físico permanecem influenciados por fatores como a qualidade do trigo, custos de frete, localização, as taxas de câmbio e os prêmios de mercado.
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