Compradores cautelosos e colheita afetada por chuvas complicam cenário

O mercado de milho no Brasil apresenta um ritmo moderado, marcado por negociações limitadas com compradores cautelosos e produtores que estão sendo seletivos ao vender. Variáveis como a colheita, o plantio e as exportações estão influenciando as decisões comerciais.
De acordo com a TF Agroeconômica, essa situação difere significativamente entre as regiões. No Rio Grande do Sul, por exemplo, os preços variam entre R$ 58 e R$ 63 por saca, tendo a média estadual caído 0,44% na última semana, estabelecendo-se em R$ 59.
✨ As indústrias estão focando em reposições, enquanto os produtores aguardam melhores oportunidades para vender.
As exportações tiveram um início movimentado em agosto, embora ainda estejam aquém dos níveis do mesmo período de 2025. O início do plantio da safra de milho verão 2026/27 se deu, mas as chuvas estão atrasando os trabalhos, com apenas 0,3% da área estimada já semeada no Centro-Sul, conforme dados da AgRural.
Em Santa Catarina, os preços estão sendo oferecidos próximos de R$ 60 por saca; no entanto, muitos compradores estão dispostos a pagar apenas cerca de R$ 55. O abismo nas ofertas tem restringido os negócios, com muitos consumidores optando por utilizar seus estoques.
No Paraná, a situação é similar, com preços cerca de R$ 60 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 55 CIF. Segundo a Conab, cerca de 60% da segunda safra já foi colhida, um número inferior aos 80% registrados no ano anterior nesse mesmo período, além da média histórica de 68,6%.
As altas taxas de umidade têm prejudicado a colheita, ocasionando perdas de produtividade e de qualidade em algumas áreas. Em Mato Grosso do Sul, os preços estão entre R$ 48 e R$ 50 por saca. A indústria de bioenergia contribui absorvendo parte dessa oferta, o que ajuda a amenizar a pressão sobre os preços.
Atualmente, a colheita em Mato Grosso do Sul alcançou 64% da área total, um avanço em relação aos 47% da semana anterior, embora as chuvas ainda apresentem desafios.
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