Queda nos preços afeta rentabilidade dos produtores.

A Fubra, associação representativa dos fumicultores no Brasil, apresentou recentemente os dados conclusivos da safra de tabaco do ciclo 2025/2026. Apesar da produção ter se mantido em aproximadamente 710.000 toneladas, uma queda nos preços pagos aos agricultores trouxe preocupações sobre a rentabilidade do setor.
Os resultados revelam uma leve queda de 1% em comparação ao ciclo anterior, com o Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, enfrentando uma redução de 5,5% em sua colheita, somando 286.000 toneladas. Por outro lado, Santa Catarina aumentou sua produção para 223.000 toneladas, registrando um crescimento de 5% na produtividade.
As condições climáticas desempenharam um papel crucial na produtividade do tabaco. O Rio Grande do Sul, que sofreu com chuvas intensas, viu sua média de produtividade cair. Além disso, os preços pagos aos produtores mostraram uma diminuição de 11%, com um valor médio de R$ 18 por quilo, o que se traduziu em um faturamento total esperado de R$ 12 bilhões, uma redução de quase 12% em relação ao ano anterior.
✨ Os preços do tabaco caíram 11%, impactando negativamente a renda dos produtores.
Para o próximo ciclo de plantio, a Fubra orienta os fumicultores a adotarem uma postura cautelosa, considerando os desafios como a taxação nos Estados Unidos e previsões climáticas não tão favoráveis. Uma preocupação crescente entre os agricultores é a redução da área plantada, devido ao alto custo de produção e à incerteza sobre os preços futuros.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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