Qualidade dos grãos se torna prioridade nas cooperativas agrícolas
Investimentos em tecnologia e monitoramento são essenciais para rentabilidade.

A qualidade dos grãos se tornou um elemento chave para a rentabilidade dos produtores, ao lado da produtividade. Mercados internacionais valorizam características como teor de proteína e óleo, uniformidade, rastreabilidade e sustentabilidade, ao mesmo tempo que impõem restrições a sementes quarentenárias e tóxicas.
Nesse contexto, cooperativas estão ampliando os investimentos em agilidade operacional, classificação e monitoramento integrado no pós-colheita. As melhores práticas adotadas pelo setor serão discutidas na 9ª Conferência Brasileira de Pós-Colheita, que ocorre de 12 a 14 de agosto, em Carambeí, Paraná.
A programação do evento abordará métodos para manter a qualidade, desde a seleção da cultivar e manejo da lavoura até procedimentos como secagem, aeração, transporte e armazenagem.
✨ Falhas na pós-colheita podem rapidamente depreciar o valor de grãos que foram produzidos com alta qualidade.
Na Frísia, o foco está em utilizar secadores modernos e sistemas de monitoramento em suas unidades armazenadoras. Na Capal, o objetivo é mitigar perdas qualitativas e quantitativas, que muitas vezes só são percebidas na comparação entre o estoque físico e o contábil. A eficiência entre o recebimento e o envio ao silo é crucial para reduzir riscos de perda de peso e qualidade.
A Castrolanda, por sua vez, realiza a classificação na chegada das cargas para fazer a segregação de lotes, melhorando assim a eficiência do processo de secagem. As ferramentas de gestão permitem acompanhar as condições de silos em sete unidades, centralizando dados na matriz para apoiar decisões estratégicas.
"Atualmente, contamos com ferramentas para gestão de silos, o que simplifica a visualização do status de cada silo da cooperativa. Agrupamos todas as informações das sete unidades em um único local, fornecendo à matriz dados para as melhores decisões.
Contexto
A valorização da qualidade dos grãos nos mercados internacionais traz um novo paradigma para a agricultura, enfatizando a necessidade de gestão adequada ao longo de toda a cadeia produtiva, especialmente pós-colheita.
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