Valor do grão alcança US$ 12,56 por bushel, maior desde janeiro

A soja na Bolsa de Chicago registrou uma alta significativa, fechando a última semana a US$ 12,56 por bushel, o que representa a maior cotação desde janeiro de 2024. Essa movimentação é impulsionada por preocupações em relação ao clima nos Estados Unidos, pela valorização de outros grãos e pela constante demanda da China.
No mercado brasileiro, a valorização externa trouxe suporte às cotações locais. Prêmios portuários firmes, próximos a US$ 1,50 por bushel, ajudaram, mas a valorização foi contida pelo câmbio, que variou entre R$ 5,10 e R$ 5,15. Em geral, a saca de 60 quilos foi comercializada entre R$ 130 e R$ 140 no Brasil.
✨ Nos últimos 12 meses, a soja foi comercializada entre R$ 116 e R$ 128 por saca, mostrando uma recuperação notável.
Em agosto, as exportações brasileiras de soja estão projetadas em 10,25 milhões de toneladas, 2,14 milhões a mais em comparação com o mesmo período do ano passado.
Entretanto, as incertezas permanecem. A proximidade da colheita nos Estados Unidos, prevista para outubro, e a queda na classificação das lavouras levantam questões sobre a continuidade dessa alta.
Apesar da situação das lavouras nos EUA ter piorado, a produção ainda é esperada em 124,4 milhões de toneladas, o que pode reduzir a pressão sobre os preços caso as colheitas sejam mais volumosas do que o esperado. Además, a China, permanecendo uma peça-chave na demanda, registrou uma venda significativa de 1,4 milhão de toneladas para abril de 2027, com 712 mil toneladas pertencentes ao mercado chinês.
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