A cotação da soja fecha em alta após novas previsões do USDA.

Recentemente, a cotação da soja teve uma resposta positiva após a divulgação do relatório de oferta e demanda pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), encerrando a quinta-feira (13) com um preço de US$ 11,68 por bushel. O valor representa um incremento em relação aos US$ 11,57 da semana anterior.
Durante os primeiros dias da semana, a soja havia enfrentado uma queda, atingindo a marca de US$ 11,47 por bushel em 11 de agosto. No entanto, a recuperação começou no dia 12, após o lançamento de novos dados pelo USDA, mesmo com a avaliação considerada pessimista para o mercado.
A CEEMA indicou que as estimativas para a colheita de soja nos Estados Unidos foram reajustadas de 121,8 milhões para 123 milhões de toneladas, ressaltando que as altas temperaturas e a falta de chuvas em julho não teriam causado prejuízos significativos na safra.
✨ Os estoques finais dos EUA para o ano comercial 2026/27 foram aumentados para 8,7 milhões de toneladas.
No panorama global, a produção prevista de soja é de 442,2 milhões de toneladas e os estoques mundiais devem totalizar 124,2 milhões de toneladas. A demanda chinesa por importações mantém-se em 115 milhões de toneladas, enquanto as estimativas para o Brasil e Argentina são de 186 milhões e 50 milhões de toneladas, respectivamente.
Embora a produção tenha recebido um upgrade nas previsões, as condições das lavouras nos EUA apresentaram sinais de piora. No último relatório, 62% das áreas cultivadas foram avaliadas como boas ou excelentes, em contraste com 68% no mesmo período do ano anterior.
As exportações de soja dos EUA totalizaram 399 mil toneladas na semana encerrada em 6 de agosto, com um acumulado de 39,8 milhões de toneladas para o ano comercial, um declínio de 18% em comparação ao ano passado.
A China, por sua vez, importou 11,48 milhões de toneladas de soja em julho, uma redução de 1,6% em relação ao mesmo mês de 2025, com a expectativa de diminuição na demanda por ração devido à queda no rebanho suíno.
De janeiro a julho, as importações chinesas somaram 61,05 milhões de toneladas, um aumento modesto de apenas 0,7% em relação ao período anterior. Este cenário pode melhorar caso a China inicie novas compras de soja dos EUA.
Com um acúmulo de estoques de farelo de soja, a estatal Sinograin da China vendeu 516 mil toneladas de soja importada em um recente leilão, visando abrir espaço para novas aquisições de soja norte-americana.
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