Mês começa sob temperaturas elevadas e baixo índice de chuvas

O mês de agosto inicia neste sábado (1/8) no Brasil com temperaturas elevadas e clima seco, em contraste ao julho, que foi marcado por massas de ar polar e formação de geadas.
De acordo com o meteorologista Márcio Bueno, da Tempo OK, o Sudeste e Centro-Oeste devem ter umidade do ar baixa, com temperaturas que podem ultrapassar a média, enquanto o Sul ainda registrará dias frios devido ao inverno.
Nas regiões Norte e Nordeste, o calor e a seca elevam o risco de queimadas. Este fenômeno é exacerbado pela influência do El Niño, identificado em junho pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, que poderá alcançar uma intensidade elevada nos próximos meses.
"Agosto traz um padrão de tempo seco, característico do inverno no Brasil, com a presença de frentes frias no Centro-Sul
✨ Temperaturas podem atingir até 40°C em diversas áreas do Brasil, principalmente no Centro-Oeste.
As temperaturas altas já são evidentes no começo do mês. A massa de ar seco que se instalou no Brasil no final de julho promove máximas de até 40°C em Cuiabá e porções de Mato Grosso do Sul e Goiás.
O Sul também sentirá o aquecimento, embora de forma menos intensa. Os efeitos das massas de ar trazem temperaturas elevadas, especialmente nas frentes oeste e noroeste do Rio Grande do Sul, onde as marcas podem passar de 30°C já no dia 1 de agosto.
Embora o tempo seco seja predominante, isso não significa ausência de chuvas. Bueno salienta que o fenômeno El Niño poderá desencadear chuvas localizadas, especialmente no Sul, que já experimentou eventos climáticos extremos como tornados em julho.
Sul: Precipitações podem ser acima da média, com risco de doenças fúngicas. Sudeste: Chuva variada, mas seca em Minas. Centro-Oeste: Temperaturas altas e risco de queimadas. Norte: Chuva abaixo da média e potencial de calor extremo. Nordeste: Tempo seco, com risco elevado de incêndios.
A situação do clima favorece operações agrícolas em muitas regiões após as intensas chuvas de julho, beneficiando colheitas de café, cana-de-açúcar e laranja. No entanto, o excesso de umidade no Sul pode propiciar o aumento de doenças nas lavouras.
Já no Centro-Oeste, a combinação de calor elevado e chuvas irregulares pode causar estresse hídrico e impactar a produtividade das culturas.
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