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O evento traz grandes artistas e busca manter sua identidade num cenário competitivo.

O Coala Festival, que chega à sua 12.ª edição, vai ocorrer em um novo formato em 2026, reduzindo sua programação para dois dias, nos dias 12 e 13 de setembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Essa mudança reflete um momento de acomodação no mercado de festivais após anos de crescimento acentuado.
Segundo Gabriel Andrade, fundador e curador do festival, o retorno ao 'velho normal' foi um fator decisivo para essa mudança. "O mercado está voltando a uma normalidade. No pós-pandemia, surgiram muitas iniciativas, e agora estamos vendo uma seleção natural acontecendo", explicou Andrade em entrevista ao programa Sobre Tom, da CartaCapital.
✨ A programação contará com artistas renomados e novas promessas da música brasileira.
O curador do Coala aponta que o excesso de festivais lançados recentemente, muitos sem identidade clara, torna mais difícil para eventos como o Coala se destacarem. "Quando um festival é lançado, ele precisa ter um diferencial. Consegui manter a essência do Coala ao longo dos anos", afirmou.
✨ A competição aumentou com a realização de grandes shows e turnês nacionais.
Em sua programação, o festival traz uma variedade de artistas, começando no sábado com Zeca Veloso, seguido por Buraka Som Sistema, Cícero e Duda Beat, e com destaque para Maria Bethânia. No domingo, os palcos receberão nomes como Seu Jorge, João Gomes e Criolo, que homenageará os 15 anos de seu aclamado álbum 'Nó na Orelha'.
Além do palco principal, o festival também ocupará o auditório Simón Bolívar, proporcionando um espaço para apresentações mais intimistas e contemplativas. Gabriel Andrade comentou sobre a importância de diversificar a experiência do público. "Os shows no auditório trarão uma nova atmosfera, essencial para algumas experiências musicais".
Com a experiência do festival se expandindo para conexões internacionais, especialmente com artistas de língua portuguesa, Gabriel Andrade se mostra otimista. "A presença de grupos de outros países como Portugal e Angola pode enriquecer nossa programação, proporcionando algo único e atraente para o público", afirmou.
O Coala Festival, portanto, busca manter sua identidade forte, lidando com os desafios de um mercado em transformação. Andrade enfatiza que é crucial crescer sem perder a essência que fez do festival um sucesso ao longo dos anos.
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