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Entidades criticam comparação do candidato à 'reduflação' e defendem a mistura de etanol na gasolina

Seis associações de produtores de etanol e cana-de-açúcar emitiram uma nota conjunta criticando a comparação feita pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que denominou o recente aumento do etanol na gasolina de 'reduflação'. Durante uma transmissão em suas redes sociais, o candidato mencionou a necessidade de rediscutir o percentual da mistura obrigatória em um possível governo.
Bolsonaro também comentou que planeja implementar outras formas de incentivo ao setor de etanol, ressaltando que estas discussões são essenciais, especialmente para motores que operam com essa alternativa energética. 'Podemos encontrar formas de incentivar esse segmento vital para o Brasil', garantiu ele.
✨ As associações afirmaram que a declaração de Bolsonaro desinforma o consumidor e ofende uma política pública que foi consolidada ao longo de cinco décadas, abrangendo iniciativas como o Proálcool e o RenovaBio.
As entidades que assinaram a nota incluem a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a Bioenergia Brasil, a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), a União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana). Elas enfatizaram que é surpreendente que tais críticas venham de alguém que participou da formulação de leis favoráveis ao setor.
Além disso, em julho, o Conselho Nacional de Política Energética reconheceu um aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A Lei do Combustível do Futuro prevê a possibilidade de elevar essa mistura a 35%, mediante testes apropriados em veículos que utilizam apenas gasolina. Recentemente, o Ministério de Minas e Energia (MME) validou o desempenho com o teor de 32%.
As associações destacaram que os testes realizados demonstraram a viabilidade do etanol em 32%, sem comprometer o desempenho dos veículos. 'A implementação atual foi desenvolvida com base em rigor técnico', afirmaram, mencionando testes conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), os quais avaliaram a compatibilidade em diversos modelos de automóveis e motocicletas.
O Brasil, ao introduzir o etanol na mistura obrigatória, alcançou autossuficiência nos combustíveis do ciclo Otto, que alimentam a maioria dos veículos leves do país. O setor de etanol continua a defender sua importância e sustentar seu papel na matriz energética brasileira.
As entidades reafirmaram que o Brasil construiu um patrimônio energético significativo através do etanol, e que continuarão a defender esse setor com base em dados e evidências científicas.
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