Sistema terá implementação gradual, visando maior agilidade nas transações.

A Secretaria da Receita Federal confirmou que o sistema de 'split payment', parte da reforma tributária, será implementado gradualmente a partir de 2027, mas sua obrigatoriedade para transações entre empresas só terá efeito real em 2028. Essa mudança representa um adiamento significativo em relação ao plano inicial que previa o sistema em vigor a partir de 2027.
O 'split payment' faz parte de um sistema mais amplo da Receita Federal, projetado para assegurar que os tributos sobre o consumo sejam pagos em tempo real, minimizando assim as chances de sonegação fiscal. Este mecanismo permitirá também o ressarcimento imediato de créditos tributários gerados nas etapas anteriores da produção.
Segundo Juliano Neves, subsecretário de Gestão Corporativa da Receita Federal, a transição para o 'split payment' começará de forma opcional conforme os diferentes meios de pagamento forem se integrando ao sistema. A adesão de mais de 200 instituições financeiras será gradual ao longo de 2027, iniciando pela transferência eletrônica financeira e se expandindo para outros métodos, como o PIX.
✨ Empresas não serão obrigadas a adotar o 'split payment' imediatamente.
Neves enfatizou que as empresas ainda poderão escolher sua forma de comercializar. O 'split payment' só se tornará obrigatório quando todos os meios de pagamento estiverem alinhados à nova plataforma.
A implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que inicia em 2027, trará um importante modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), permitindo que as empresas deduzam impostos pagos nas etapas anteriores da cadeia produtiva.
"A alteração permitirá que cada produto seja taxado em diferentes etapas, desde sua produção até a venda ao consumidor final.
Apesar das mudanças, as empresas continuarão a emitir notas fiscais como atualmente e realizarão o pagamento tributário mensalmente, com possibilidade de ressarcimento em até dois meses.
Modelo alternativo que permite ao comprador recolher os tributos diretamente, acelerando o processo de créditos tributários.
As empresas optantes pelo Simples Nacional, que faturam até R$ 4,8 milhões anuais, terão alternativas para permanecer no modelo clássico ou migrar para um híbrido que facilita o uso de créditos tributários.
✨ Os microempreendedores individuais (MEI) não terão escolha e continuarão no Simples Puro.
A Receita Federal garantiu que as mudanças não afetarão o consumidor final, que não perceberá diferenças na forma como os produtos são vendidos.
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Jornalista especializado em economia

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