Sanções contra o Irã se intensificam com nova medida financeira

Na última sexta-feira, 28 de dezembro, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou o bloqueio do acesso da filial do Banco Misr, um banco estatal egípcio localizado nos Emirados Árabes, ao sistema financeiro americano. A decisão foi justificada por alegações de que o banco estaria realizando transações financeiras com o Irã.
Essa é a primeira medida concreta do governo de Donald Trump após a advertência do secretário do Tesouro, Scott Bessent, que pretende isolar economicamente o Irã em resposta a suas ações. O bloqueio restringirá a filial em questão de usar o dólar em suas operações diárias.
✨ O Banco Misr EAU é acusado de apoiar financeiramente o regime iraniano, levando a severas sanções.
A imposição de novas sanções ocorre em um contexto onde os EUA ampliaram suas restrições, incluindo setores cruciais, como ouro, tecnologia e transporte marítimo, visando pressionar ainda mais a economia iraniana.
"Quem facilita as coisas para o Irã não pode continuar tendo acesso ao dólar nem ao sistema financeiro global.”
Bessent também ressaltou que esta decisão representa o início de um esforço para responsabilizar instituições que, segundo ele, mantêm relações com o regime de Teerã. O impacto econômico da pressão sobre o Irã será discutido na próxima cúpula do G20, marcada para acontecer em Miami em dezembro.
O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte de petróleo, está sob bloqueio iraniano há meses, contribuindo para o aumento dos preços globais do petróleo.
Embora as autoridades iranianas considerem essas sanções como infrutíferas, o presidente Masoud Pezeshkian reconhece que o país enfrenta sérias dificuldades econômicas como consequência dessas medidas.
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Jornalista especializado em Internacional

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