Revogação de visto por Trump gera crises diplomáticas

O governo brasileiro está expressando preocupação com a decisão dos Estados Unidos de indicar Daniel Perez como novo embaixador. A revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti por Donald Trump, conforme ação de reciprocidade pela demora na aprovação de Perez, acirrou as tensões diplomáticas já existentes.
Fontes ligadas ao governo brasileiro afirmam que a indicação de Perez para a embaixada foi feita sem o prévio aviso ao Brasil, uma prática considerada inadequada conforme os protocolos internacionais e a Convenção de Viena. O Brasil só foi informado sobre a candidatura de Perez quando o processo já estava em andamento no Senado dos EUA.
✨ A revogação do visto de Viotti é vista como uma pressão para que o Brasil aprove a nomeação de Perez.
Os diálogos entre os dois governos demonstram que a Casa Branca não havia mostrado inquietude durante a ausência de um embaixador na representação norte-americana em Brasília. O controle da missão estava a cargo de Gabriel Escobar, encarregado de negócios.
Os diplomatas brasileiros informam que a aceitação da nomeação de Perez não deve ser recusada por convicções ideológicas. Entretanto, a avaliação do agrément, autorização essencial para embaixadores, seguirá os trâmites clássicos, considerando o histórico do indicado e sua conduta anterior. A análise desse documento não deverá ocorrer antes das eleições presidenciais de outubro.
Nos meses anteriores, a relação Brasil-EUA já era complicada, com tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros e a inclusão de facções brasileiras na lista de organizações terroristas pelos EUA, o que elevou as tensões diplomáticas.
Como parte de uma estratégia interpretada por alguns membros do governo brasileiro, a pressão para a aceitação de Perez é vista como reflexo do cenário político nacional, uma vez que o indicado é ligado ao movimento MAGA.
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