Estudo aponta que grupo continua a enfrentar desafios em trabalho e renda

O levantamento do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026, publicado recentemente, evidencia que a população negra continua a ser a mais impactada por desigualdades sociais, mesmo com alguns indicadores mostrando melhora em 2025.
Os dados mostram que as mulheres negras enfrentaram uma taxa de desemprego alarmante de 8,5%, o percentual mais alto dentre os grupos analisados. Em comparação, a taxa de desemprego entre homens negros foi de 5,3%, enquanto que as mulheres não negras apresentaram uma taxa de 4,9% e os homens não negros, a menor, de 3,8%.
Em termos de renda, as mulheres negras tiveram um ganho médio de R$ 2.184 por mês, significativamente inferior aos R$ 3.628 recebidos pelas mulheres não negras e aos R$ 5.172 dos homens não negros. A variação do rendimento foi modesta, com um aumento de apenas 3,7% para as mulheres negras, o que contrasta com o crescimento de 6,9% observado entre os homens não negros.
✨ A pesquisa destaca que a desigualdade se reflete também na segurança alimentar, com 7,3% das crianças indígenas e 4% das crianças negras de até cinco anos apresentando desnutrição.
A situação de vulnerabilidade se estende ao acesso a serviços básicos. Em 2025, somente 63,7% da população negra residia em domicílios com banheiro adequado, em contraposição a 77,6% da população branca, e na situação de abastecimento de água, 85,9% dos negros tinham acesso à rede pública, contra 90,8% dos brancos.
Embora a taxa de analfabetismo tenha diminuído, passando de 5,3% para 4,9% entre pessoas de 15 anos, a diferença racial permanece alarmante, com 6,5% de analfabetismo entre negros comparado a 2,8% entre não negros. Essa disparidade se intensifica nas faixas etárias mais altas.
"Precisamos de políticas que visem reduzir as desigualdades, como reforma tributária e ações afirmativas, enfatizando as necessidades da população negra – Huri Paz, sociólogo.
O Observatório Brasileiro das Desigualdades está em sua quarta edição e visa mapear as condições de vida da população em diversas áreas, buscando chamar atenção para as disparidades enfrentadas por grupos minoritários.
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