Urgente intervenção dos povos indígenas nas negociações climáticas

Nesta quinta-feira, 20, uma manifestação significativa ocorreu em Ulaanbaatar, Mongólia, onde indígenas de várias partes do mundo se reuniram para demandar uma participação ativa nas discussões da 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (COP17).
Os presentes criticaram o espaço limitado destinado às reuniões de povos indígenas e comunidades tradicionais durante o evento, apontando que isso prejudica sua capacidade de influenciar decisões cruciais.
A líder da Associação das Mulheres Indígenas Peules do Chade, Oumarou Ibrahim Hindou, expressou a insatisfação da comunidade em relação ao modelo de representação proposto, afirmando que as vozes indígenas não poderiam ser reduzidas a um mero espaço simbólico.
✨ Os manifestantes enfatizaram a necessidade de reconhecimento dos seus conhecimentos, direitos e terras.
Além disso, houve exigências para a reinclusão de temas relacionados a gênero e participação social, que, segundo os manifestantes, foram removidos a pedido dos Estados Unidos.
Durante um evento paralelo, foi lançada a Declaração de Ulaanbaatar, que defende o papel fundamental das comunidades indígenas e pastoris na conservação da biodiversidade e na segurança alimentar.
O documento estabelece diversas demandas, incluindo o reconhecimento de direitos territoriais, mobilidade para adaptação às mudanças climáticas, acesso a recursos para enfrentamento de secas e fortalecimento da resiliência das comunidades.
Os participantes também pediram a proteção de corredores para a circulação de pessoas e animais, acesso sazonais a pastagens e água, além de financiamento específico para iniciativas lideradas por povos pastoris.
Ao final do evento, os manifestantes cobriram a necessidade de incorporar a Declaração de Ulaanbaatar nos resultados oficiais da COP17 e anunciaram a realização de um novo encontro global de povos pastoris e indígenas previsto para 2030.
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