Estudo destaca que nenhum país está imune a crises alimentares.

Um novo relatório, o Resilient Food Systems Index (RFSI) 2026, revela que a vulnerabilidade dos sistemas alimentares globais requer uma abordagem mais ampla do que apenas aumentar a produção de alimentos. Com a colaboração da Cargill, o estudo avaliou a capacidade de 60 países de se adaptarem e recuperarem de crises que afetam a produção e distribuição de alimentos.
O documento aponta que nenhum país está totalmente protegido contra choques que possam interromper a cadeia alimentar. Os riscos se tornaram cada vez mais interligados, abarcando desde mudanças climáticas até volatilidade do mercado e conflitos internacionais.
✨ Até 2030, a ONU estima que o planeta necessitará alimentar 500 milhões de pessoas a mais, um desafio em um cenário já pressionado.
Além da produção, a resiliência dos sistemas alimentares depende de infraestrutura eficaz, acesso a mercados e inovação tecnológica. A necessidade de um manejo mais eficiente e sustentável dos alimentos se torna crucial diante de eventos climáticos extremos.
""O desafio não é apenas produzir mais, mas distribuir alimentos de maneira mais eficaz e resiliente."
O estudo salienta a importância da tecnologia na resiliência. Ferramentas como inteligência artificial e monitoramento por satélite são essenciais, no entanto, seu uso requer uma base de infraestrutura, como acesso à internet e assistência técnica.
✨ Reduzir a perda e o desperdício de alimentos é uma das maneiras mais efetivas de fortalecer os sistemas alimentares.
Com mais de um bilhão de toneladas de alimentos perdidos ou desperdiçados anualmente, eficiente armazenamento e transporte podem aumentar a disponibilidade sem necessidade de produção adicional.
O Brasil se destaca globalmente, ocupando a 21ª posição no RFSI e sendo um importante produtor e exportador agrícola. As análises mostram que o país é responsável por 85% do crescimento das commodities necessárias para alimentar populações em regiões como a África Subsaariana até 2050.
Projetos voltados a práticas de resiliência, como o Regenera Cerrado e o Programa ReaLiza, exemplificam a busca pelo desenvolvimento sustentável e a efetividade da cadeia alimentícia.
""A resiliência do sistema alimentar exige colaboração entre diversos setores para garantir que os alimentos cheguem do campo à mesa."
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