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Mercado de milho em queda pressionado pela colheita no Brasil

Contratos futuros e negoiações no mercado físico refletem oferta ampliada.

Gabriel Rodrigues06 de agosto de 2026 às 07:10
Mercado de milho em queda pressionado pela colheita no Brasil

O mercado brasileiro de milho enfrenta um cenário de queda, com os contratos futuros registrando perdas e as transações no mercado físico se mostrando lentas. De acordo com a TF Agroeconômica, a B3 acompanhou a diminuição dos preços em Chicago nesta quarta-feira, pressionada pelo avanço da colheita da safrinha, que ampliou a oferta.

Recentemente, o Imea revisou levemente para cima a estimativa de colheita em Mato Grosso, que se aproxima do término e deve superar em 3,54% os números do ano anterior, 2025.

Na B3, o contrato com vencimento em setembro de 2026 fechou a R$ 68,57, apresentando uma queda de R$ 0,17 no dia e uma redução total de R$ 1,72 na semana. O contrato de novembro encerrou a R$ 73,30, com variação negativa de R$ 0,35, enquanto janeiro de 2027 teve uma queda diária de R$ 0,33, fechando a R$ 76,48.

Negócios e cotações por estado

No Rio Grande do Sul, as transações permanecem esparsas, com preços variando entre R$ 58 e R$ 63 por saca. A média semanal no estado caiu 0,17%, para R$ 58,94, refletindo a cautela dos produtores e o aumento nas exportações, que mantêm a oferta controlada.

Em Santa Catarina, os compradores estão propondo cerca de R$ 55 por saca, um valor inferior às referências de venda que giram ao redor de R$ 60, o que diminui a liquidez no mercado, forçando os consumidores a se concentrarem nas reposições.

O Paraná apresenta uma comercialização mais estável, com 52% da área colhida. Embora as chuvas tenham interrompido parte dos trabalhos, a melhoria nas condições climáticas beneficia a colheita. As lavouras estão em sua maioria em boas condições, com 85% apresentando saúde adequada, 10% em estado médio e 5% enfrentando desafios.

Por fim, em Mato Grosso do Sul, os preços estão na faixa de R$ 48 a R$ 50 por saca, beneficiados pela demanda do setor de bioenergia, que está absorvendo uma parte considerável da nova oferta, ajudando a evitar uma pressão maior sobre os preços.

Colheita em Mato Grosso pode aumentar 3,54% em relação ao ano anterior.

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