Aumento da dívida é impulsionado por investimentos em expansão e capital de giro

A 3tentos, uma das principais empresas do setor agrícola, encerrou o segundo trimestre de 2026 com uma dívida líquida de R$ 3,57 bilhões, marcando um aumento de R$ 1,97 bilhão em relação ao final de 2025. De acordo com a diretoria da companhia, esta ampliação é atribuída à necessidade de capital de giro e aos investimentos no capital (capex) para concluir as expansões nas indústrias de soja e etanol.
A nova indústria de etanol, localizada em Mato Grosso, começou suas atividades em junho e, segundo o diretor financeiro, Cristiano Machado Costa, a empresa está otimista com a redução de estoques. Ele destacou que atualmente os estoques somam R$ 4,2 bilhões, e que, se a redução estimada de R$ 1,7 bilhão ocorrer no segundo semestre, isso ajudará significativamente na desalavancagem da dívida.
✨ A 3tentos projeta transformar estoque em produto e elevar o resultado financeiro.
Em relação ao capex, Costa mencionou que o volume gasto durante o segundo semestre de 2025, que totalizou R$ 862 milhões, não será repetido em 2026, o que também deve auxiliar na recuperação dos índices de dívida líquida sobre Ebitda da empresa.
A geração de receita da nova usina de etanol em Porto Alegre do Norte (MT), que já alcançou a capacidade de 2.800 toneladas de milho por dia, ainda não se refletiu nos resultados do segundo trimestre, devido ao início da operação em junho. O CEO João Marcelo Dumoncel acredita que a unidade contribuirá substancialmente a partir do terceiro trimestre, com uma expectativa de contribuição total nos resultados do quarto trimestre.
A companhia também se destacou na comercialização de DDG, um coproduto voltado principalmente para a nutrição animal, que já teve a demanda preenchida até o final de 2026, especialmente por produtores da região.
Em uma outra iniciativa, o conselho de administração da 3tentos autorizou a recompra de até 5 milhões de ações, equivalente a cerca de 1% do total. O objetivo desse programa é reforçar a posição da empresa em ações em tesouraria e apoiar planos de incentivos de longo prazo para os executivos. A recompra ocorrerá ao longo de um período de até 18 meses, com término previsto para fevereiro de 2028.
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