Indústria pesqueira busca proteção em audiência pública nos EUA

A indústria pesqueira brasileira se prepara para defender seus produtos contra tarifas de até 37,5% em uma audiência pública nos Estados Unidos, marcada para o próximo dia 6. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), Eduardo Lobo, afirmou que a National Fisheries Institute (NFI), a maior associação de pescados dos EUA, conduzirá essa defesa.
Lobo destacou que a apresentação enfatizará a argumentação de que os produtos brasileiros, como a tilápia, não competem com os americanos, já que o Brasil fornece itens que os EUA não produzem. 'O Brasil serve como um fornecedor de segurança para os Estados Unidos, especialmente em relação à dependência que eles têm da China', enfatizou.
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No início de junho, Trump sugeriu a aplicação de tarifas sobre mercadorias brasileiras e, no dia seguinte, anunciou taxas adicionais baseadas em alegações de violação de direitos trabalhistas e ambientais. Lobo afirmou que sua defesa incluirá a adesão do Brasil às normas sanitárias e trabalhistas internacionais. 'Nosso modelo de produção é predominantemente artesanal e de baixo impacto ambiental', ressaltou.
"Citação importante
Os pescados brasileiros representam cerca de 5% das importações dos EUA, e a China domina o mercado. Recentemente, os importadores americanos começaram a aumentar as compras do Brasil para reduzir a dependência chinesa.
A dependência do mercado americano é intensa, com 90% da tilápia exportada pelo Brasil destinada aos EUA. Mesmo após tentativa de diversificação com novas exportações para países asiáticos e do Oriente Médio, os números ainda não compensaram a queda nas vendas para os EUA.
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