Confederação aponta risco de 100 mil empregos devido à medida.

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) manifestou sua oposição à Medida Provisória que extingue a chamada 'taxa das blusinhas', alertando que essa mudança pode colocar aproximadamente 100 mil postos de trabalho em risco.
Em comunicado enviado aos parlamentares, a CNC solicitou a rejeição total da MP. A medida, que estava prevista para ser discutida na comissão mista do Congresso, terá sua análise adiada para o início de setembro devido a desavenças entre os membros.
✨ O fim da taxa pode reabrir um cenário de concorrência desleal, segundo a CNC.
A CNC argumenta que a manutenção da alíquota zero do Imposto de Importação para compras internacionais abaixo de US$ 50 irá desestabilizar ainda mais o setor produtivo no Brasil. A entidade enfatiza que a carga tributária média para produtos importados gira em torno de 76,48%, comparada a apenas 25% nas vendas através do Remessa, evidenciando uma desigualdade que prejudica o comércio local.
Além disso, a CNC ressalta que a redução da assimetria fiscal no varejo resultou em um aumento de faturamento de cerca de R$ 3 bilhões mensais, e estimou que essa situação poderia potencialmente gerar 98,9 mil novos empregos formais até o final de 2025.
"A CNC protocola ação no STF por inconstitucionalidade, alegando falta de urgência na MP
A Medida Provisória que visa alterar as taxas de importação e seu impacto sobre o mercado nacional gerou debates acalorados no Congresso. As implicações para o emprego e a competitividade do setor produtivo são as principais preocupações levantadas pelas entidades do comércio.
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