Ronald dela Rosa desaparece após ameaças de prisão do TPI
Ex-chefe da polícia das Filipinas está foragido após tumulto no Senado.

Ronald 'Bato' dela Rosa, senador filipino procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade, fugiu do Senado, de acordo com informações de seu aliado, o presidente do Senado, Alan Peter Cayetano.
O ex-chefe da polícia, conhecido por sua atuação na polêmica 'guerra às drogas' do ex-presidente Rodrigo Duterte, não foi mais visto no local após um apelo em redes sociais, onde ele pediu apoio de seus seguidores.
✨ Tiros foram disparados dentro do Senado, gerando pânico entre os presentes.
Dela Rosa, de 64 anos, havia se refugiado no Senado desde segunda-feira (11), mas a situação se agravou na quarta-feira (13), quando tiros foram ouvidos e um tumulto se formou, seguindo seu pedido de ajuda nas redes sociais.
Cayetano confirmou que dela Rosa não está mais sob proteção e leu uma mensagem de texto de Nancy dela Rosa, que culpou a presença de seu marido pela confusão e insinuou que ele havia fugido.
O presidente Ferdinand Marcos Jr. enfrenta um grande desafio de autoridade, pois sua administração ainda não conseguiu esclarecer a situação, incluindo a identidade dos disparadores no Senado.
Contexto
Dela Rosa é acusado de crimes contra a humanidade durante sua gestão como chefe da polícia, onde milhares de supostos traficantes de drogas foram mortos, levando a investigações sobre assassinatos sistemáticos.
A polícia, por sua vez, discorda das alegações e afirma que todas as vítimas estavam armadas e resistiram à prisão.
Dela Rosa declarou que irá fazer tudo ao seu alcance para evitar ser enviado ao TPI, destacando que, após ver as dificuldades enfrentadas por Duterte, não está mais interessado em lutar na corte.
A situação política nas Filipinas se intensificou, especialmente com o impeachment da vice-presidente Sara Duterte, que luta para garantir sua sobrevivência política enquanto a oposição se mobiliza contra os aliados de Marcos.
"O que estamos vendo agora é a administração usando todos os recursos do governo para destruir a oposição política
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