Candidato à presidência quer garantir reajuste do salário mínimo e criticou taxas de juros altas

O candidato à presidência Romeu Zema (Novo) revelou sua intenção de conceder anistia ou propor um tribunal não político para aqueles condenados pela tentativa de golpe em 8 de janeiro. Ele alegou que houve apenas vandalismo e não foram disparados tiros durante os eventos.
Durante uma sabatina no Jornal Nacional nesta segunda-feira (24), Zema criticou a percepção de que houve uma perseguição política contra os condenados e questionou as acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dizendo que "não houve disparos" e que o julgamento foi "totalmente político".
✨ Zema reafirmou sua proposta de anistia e criticou as decisões do STF relacionadas ao caso.
Embora Zema tenha expressado confiança no sistema eleitoral, também reiterou que a credibilidade das urnas poderia ser aumentada com a implementação do voto impresso.
O ex-governador propôs reajustar o salário mínimo em conformidade com a inflação e defender uma redução nas taxas de juros. Ele afirmou que um aumento acima da inflação será garantido aos trabalhadores apenas se a economia estiver em boa condição.
Zema criticou o impacto das altas taxas de juros na dívida pública e na renda dos cidadãos, garantindo que não haverá perdas para aposentados, afirmando que é ‘um absurdo’ que pessoas idosas não recebam a correção integral da inflação.
✨ Zema mira em um corte das taxas de juros para 6%, o que, segundo ele, geraria uma economia significativa aos cofres públicos.
O candidato citou que, ao assumir Minas Gerais, encontrou um déficit de R$ 11 bilhões e saiu com um superávit de R$ 5 bilhões. Porém, isso foi contestado pelos jornalistas da sabatina, que mencionaram que a dívida do estado aumentou de 98% para 137% do PIB.
Sobre gastos com saúde e educação, Zema planeja manter regras que vinculam esses gastos às receitas. Ele reconhece os desafios relacionados à previdência, dada o envelhecimento da população em algumas regiões do Brasil.
Ele também se comprometeu a aumentar a formalização do mercado de trabalho, propondo simplificações nas leis trabalhistas e um novo regime de trabalho pago por hora, abordando a situação de milhões de brasileiros que atualmente não possuem registro formal.
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