Mobilização busca identificar desaparecidos em cenário alarmante

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) inicia hoje, 24 de junho de 2026, a 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A força-tarefa, que se estende até o dia 28, movimenta 334 pontos de coleta em todo o país.
Essa iniciativa se faz necessária em um contexto preocupante: o Brasil reportou mais de 40 mil desaparecimentos apenas no primeiro semestre de 2026, uma média alarmante de 242 casos diários, o que representa uma taxa de 40,92 desaparecimentos a cada 100 mil habitantes.
Uma das ferramentas fundamentais para resolver casos sem identificação é o cruzamento de perfis genéticos. O DNA coletado dos familiares é armazenado nos Bancos Estaduais e Nacional de Perfis Genéticos, sendo comparado automaticamente com dados de indivíduos que não têm identidade estabelecida. Essa comparação abrange tanto pessoas encontradas vivas em situações como hospitais, quanto aqueles que foram encontrados falecidos.
✨ A tecnologia e o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD) ampliam as chances de identificação.
O CNPD, criado em agosto de 2024 pelo MJSP, centraliza as informações sobre desaparecimentos em um sistema único e disponibiliza um painel público que inclui informações como imagens, idades e detalhes sobre as circunstâncias dos desaparecimentos para facilitar a identificação.
A coleta de DNA é direcionada a familiares que ainda não tenham realizado o procedimento com as autoridades competentes, priorizando pais, mães, filhos e irmãos biológicos. Caso esses parentes não estejam disponíveis, outros membros da família podem realizar a doação com a autorização da equipe no local de coleta.
Existem duas metodologias para a coleta: por meio de um cotonete bucal, passando na parte interna da bochecha, ou por meio de uma pequena coleta de sangue no dedo. Importante ressaltar que os doadores não precisam estar em jejum.
É necessário que o doador compareça a um dos postos de coleta com um documento de identidade, informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento e objetos pessoais da pessoa desaparecida.
O MJSP esclarece que o material coletado e os perfis genéticos são estritamente utilizados para busca e identificação de desaparecidos, sem finalidade para cruzamentos de dados criminais ou civis desnecessários. Após a confirmação da identificação, o perfil do doador é automaticamente removido do sistema.
Para mais informações sobre os locais de coleta e outros detalhes da campanha, os interessados podem acessar o portal oficial do MJSP.
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