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Recursos incluem parcerias com empresas da China e dos EUA

Em uma iniciativa significativa, o governo do Brasil revelou investimentos de aproximadamente R$ 2,3 bilhões para aprimorar sua infraestrutura de inteligência artificial, ao mesmo tempo que busca equilibrar suas relações com potências globais como China e Estados Unidos.
Desses recursos, R$ 1,3 bilhão será direcionado a um projeto de supercomputação que será desenvolvido em colaboração com as empresas chinesas Huawei e iFlytek, no Rio de Janeiro. Essa estrutura tem como foco principal a criação de modelos de linguagem gerais e aplicações específicas para diversos setores.
Por outro lado, cerca de R$ 1 bilhão será investido em um edital para a construção de um supercomputador no Rio Grande do Norte, que se posiciona com a expectativa de integrar o grupo das dez máquinas mais poderosas na área de inteligência artificial globalmente. A escolha do local se fundamenta no potencial energético da região.
Durante o anúncio realizado no Estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a importância desse avanço tecnológico. Fontes do governo indicaram que apostam na fabricante americana de chips Nvidia como provável vencedora do fornecimento, fortalecendo assim a diversidade de fornecedores.
✨ O foco do governo é garantir a soberania dos dados gerados por serviços públicos e privados no Brasil.
A crescente influência da China como parceira comercial do Brasil se contrapõe ao papel dos Estados Unidos, que continuam a ser a maior fonte de investimento direto estrangeiro, mesmo enfrentando disputas tarifárias e uma diminuição em sua participação comercial.
Os recursos são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e as liberações ocorrerão de maneira parcelada. O governo prevê que a operação do supercomputador ocorra até o final do próximo ano, enquanto a infraestrutura colaborativa com as empresas chinesas começará a funcionar em julho.
Além dos projetos de supercomputação, a administração também anunciou uma parceria com a Espanha para o desenvolvimento de chips com arquitetura aberta RISC-V, bem como iniciativas para um serviço nacional de computação em nuvem e a criação de um centro de transparência algorítmica e inteligência artificial confiável.
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