Desafios de competência superam a necessidade de mais funcionários

Um estudo recente revela que o simples aumento no número de profissionais de cibersegurança não resolve os problemas enfrentados pelas organizações. De acordo com o 2025 Cybersecurity Workforce Study, conduzido pela ISC2, 95% das empresas consultadas identificam ao menos uma lacuna de competência em suas equipes, mesmo com um quadro completo.
A pesquisa ouviu 16.029 profissionais e tomadores de decisão ao redor do mundo e constatou que 59% deles consideram essas lacunas como críticas ou significativas, um aumento em relação aos 44% registrados em 2024. O foco agora não é apenas mexer na quantidade de pessoal, mas sim na qualidade do conhecimento e habilidades.
Entre as competências mais valorizadas, a inteligência artificial se destaca, mencionada por 41% dos entrevistados, seguida pela segurança em nuvem com 36%. Além disso, os gestores de contratação também buscam especializações em engenharia de segurança, análise de segurança e avaliação de riscos.
✨ Mais de 92% dos tomadores de decisão de TI preferem candidatos com certificações profissionais.
Para Tath Julie, líder de Marketing e RH da GoHacking, uma edtech focada em cibersegurança na América Latina, as exigências do mercado estão evoluindo. "As empresas estão exigindo profissionais que possam lidar com problemas concretos e acompanhar novas ameaças, além de investir no contínuo desenvolvimento de suas habilidades".
Com a crescente necessidade de habilidades específicas, edtechs estão ampliando suas ofertas de cursos. A GoHacking, por exemplo, já conta com 40 cursos e 30 mil alunos registrados, com previsão de crescimento de 60% este ano.
Na cibersegurança, a atualização constante é crucial. Isso abriu espaço para especializações em áreas como ethical hacking, red team, blue team, pentest, resposta a incidentes e segurança aplicada à inteligência artificial.
Julie destaca que é essencial preparar os profissionais para enfrentar situações reais no mercado. "O conhecimento teórico é útil, mas a capacidade de aplicá-lo durante um incidente é o que realmente importa".
A própria ISC2 sinaliza essa mudança de abordagem. Desde 2025, a organização não publica mais suas estimativas sobre o déficit absoluto de profissionais, uma vez que as empresas passaram a ressaltar a falta de competências específicas como um desafio mais urgente.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Invasão sem precedentes levanta dúvidas sobre segurança de IA.

Aumento da demanda por IA impulsiona os resultados da empresa

Startup de microchips atinge avaliação de US$ 2,5 bilhões mesmo sem produto no mercado.

Meta e Alphabet se unem à Biohub para desenvolver dados abertos em pesquisa biológica.