Safra 2025/26 registra volumes menores e queda nos preços

A safra de tabaco de 2025/26 no Sul do Brasil resultou em 710.229 toneladas colhidas, refletindo uma queda de 1,3% em comparação às 719.891 toneladas do ciclo 2024/25.
De acordo com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), além da diminuição no volume, os preços também sofreram uma redução significativa, impactando a rentabilidade dos produtores.
A área destinada ao cultivo de tabaco nesta safra caiu de 309.982 hectares para 308.932 hectares, uma diminuição de 0,3%. O número de famílias produtoras também caiu, passando de 138.020 para 135.972, o que representa uma redução de 1,5%.
Em termos de produtividade, a média foi de 2.299 kg/ha, um leve recuo de 1% em relação aos 2.322 kg/ha do ciclo anterior.
✨ As condições de cultivo apresentaram variações significativas entre as regiões, com algumas áreas com bom crescimento e outras prejudicadas por fatores climáticos.
"Foi uma safra bastante heterogênea. Nossas análises mostram que enquanto algumas lavouras se desenvolveram de forma ideal, outras enfrentaram muitos desafios.
O desempenho da safra variou entre os Estados. O Rio Grande do Sul apresentou uma colheita de 286.603 toneladas, com diminuição de 5,5%, enquanto Santa Catarina colheu 223.643 toneladas, uma redução de 1,1%. Por outro lado, o Paraná foi o único Estado a registrar crescimento, com 199.983 toneladas, aumento de 5,1%.
Os preços médios do tabaco caíram para R$ 18,07/kg, representando uma redução de 10,8% em relação aos R$ 20,25/kg da safra anterior. Essa situação gerou descontentamento entre os produtores, resultando em devoluções de produtos e retenção de safras na esperança de melhores preços.
A receita bruta total dos produtores do Sul do Brasil foi de R$ 12,835 bilhões, o que significa uma diminuição de 11,9% em comparação aos R$ 14,575 bilhões do ciclo anterior.
Com o início da safra 2026/27, a Afubra alerta para a necessidade de cautela, enfatizando que a área plantada deve se manter estável, mas ressaltando a importância de um equilíbrio entre oferta e demanda.
✨ É fundamental que os produtores ajustem suas lavouras à realidade do mercado e priorizem a qualidade do tabaco, preservando a sustentabilidade e a rentabilidade da atividade.
Os desafios enfrentados pelos produtores de tabaco incluem não apenas a variação climática, mas também pressões econômicas que afetam a viabilidade da cultura.
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Jornalista especializado em agricultura

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