Fenômeno traz riscos distintos para a pecuária nacional.

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a atuação do fenômeno El Niño em 2026, trazendo diversos impactos climáticos para o Brasil. As consequências variam de acordo com a região do país, com projeções de aumento da seca no Norte e Nordeste e mais chuvas no Sul.
Na análise realizada por pesquisadores da Equipe de Pecuária do Cepea, da Esalq/USP, o El Niño deve ser encarado como um fator que provoca maior volatilidade climática e produtiva. As regiões Centro-Oeste e Sudeste, por exemplo, enfrentarão irregularidades nas chuvas e períodos prolongados de calor.
✨ A atenção deve ser redobrada para a disponibilidade de pastagens e água.
Entre os principais pontos de cuidado para a pecuária estão a recuperação das pastagens e a disponibilidade de água, já que veranicos prolongados ou elevação das temperaturas podem prejudicar o crescimento das forrageiras e a saúde do rebanho. O apoio logístico e a ambientação também se tornam críticos, especialmente em propriedades que utilizam raças taurinas.
Além disso, o custo dos insumos, como milho e farelo de soja, será crucial na análise do impacto do clima nas cadeias produtivas. As variações climáticas afetarão diretamente a produção de leite, a qualidade dos grãos e o manejo de suínos e aves, exacerbando os desafios financeiros enfrentados pelos produtores.
✨ Os custos de ração para a pecuária deverão aumentar.
O fenômeno El Niño está associado a alterações significativas no clima global, influenciando as condições climáticas e agrícolas em diferentes regiões.
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