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Agronegócio
2 min de leitura

El Niño pode provocar volatilidade na produção agrícola em 2026

Relatório do Santander analisa os efeitos do fenômeno climático

Camila Souza RamosAtualizado 01 de julho às 17:20
A
El Niño pode provocar volatilidade na produção agrícola em 2026
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O fenômeno climático conhecido como El Niño, que pode ocorrer nos próximos meses, deve provocar uma maior volatilidade na produção agrícola e nos preços dos alimentos, conforme destacado em um recente relatório do banco Santander.

O documento argumenta que os efeitos desse fenômeno não serão uniformes entre diferentes culturas, regiões ou países.

Efeitos diferenciados por regiões

Segundo a análise do Santander, eventos intensos de El Niño tendem a favorecer o cultivo de soja e milho na Argentina, além do Sul do Brasil, onde as chuvas mais intensas ajudam no desenvolvimento das lavouras. Em contrapartida, o Centro-Oeste, que é uma das principais áreas de produção de grãos do país, pode enfrentar períodos de estiagem e uma distribuição irregular das chuvas, tornando a produção menos previsível.

✨ A quantidade e a distribuição das chuvas são fatores cruciais que podem impactar severamente a produtividade agrícola.

O relatório ressalta que a falta de chuvas em períodos críticos pode atrasar o plantio da soja e comprometer a segunda safra de milho, um cenário que já foi observado durante o fenômeno de 2023/24.

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Impacto nos preços dos alimentos

Em termos inflacionários, o Santander projeta que os alimentos frescos estarão mais suscetíveis a impactos diretos dos choques climáticos. Produtos industrializados e semiprocessados, por outro lado, devem manter uma relação mais estável com os indicadores de inflação.

A expectativa é que a inflação de alimentos chegue ao seu pico em fevereiro de 2027, apresentando uma elevação significativa em contraste com os níveis atuais.

Risco e previsões futuras

A análise do Santander indica que o verdadeiro risco reside em um episódio de El Niño forte ou muito forte, o que poderia pressionar os preços dos alimentos em 2026 e 2027. Se o evento se mostrar breve, os efeitos devem se dissipar rapidamente no segundo semestre de 2027.

Os especialistas recomendam que o agronegócio brasileiro preste atenção especial às condições climáticas nas diversas regiões produtivas, já que oportunidades e riscos podem coexistir devido à variedade de impactos gerados.

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Camila Souza Ramos

Jornalista especializado em Agronegócio com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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Camila Souza Ramos

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