A Associação Palestina de Futebol busca justiça contra decisão da FIFA

A Associação Palestina de Futebol (PFA) apresentou um recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) contra a FIFA, que decidiu não tomar medidas contra Israel em relação aos clubes situados na Cisjordânia, território que serve de disputa entre israelenses e palestinos.
Susan Shalabi, vice-presidente da PFA, afirmou que todos os caminhos legais foram esgotados dentro da FIFA e, por isso, a única alternativa é recorrer ao CAS. Segundo ela, a FIFA não reconheceu a situação injusta imposta aos clubes palestinos, que não deveriam competir sob a jurisdição da Associação de Futebol de Israel (IFA).
"Esgotamos todos os caminhos legais possíveis na FIFA, e achamos essa decisão muito injusta
✨ A FIFA declarou que não há base para ações contra a IFA, citando a complexidade jurídica da Cisjordânia.
Shalabi também detalhou os problemas de vistos que afetaram a participação dos representantes da PFA no Congresso da FIFA, onde a delegação enfrentou dificuldades para obter permissões de entrada no Canadá. Enquanto alguns membros conseguiram os vistos, outros, como o presidente da PFA e o consultor jurídico, não puderam comparecer.
A PFA enfrenta desafios adicionais com a destruição das infraestruturas de futebol em Gaza, onde a prática do esporte se tornou extremamente perigosa devido à situação de conflito.
A vice-presidente expressou a gravidade da situação do futebol na Palestina, especialmente em Gaza, onde as condições se tornaram devastadoras, com a destruição total das instalações esportivas e a perda de centenas de jogadores, muitos deles crianças.
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