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Ministro Flávio Dino e Alexandre de Moraes defendem a volta do diploma de jornalismo.

A polêmica em torno da liberdade de imprensa no Brasil ganhou novos contornos após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ser alvo de críticas enquanto investigações sobre uma organização criminosa no Maranhão avançam. Dino e seu colega Alexandre de Moraes levantaram a discussão sobre a possibilidade de reimplantar a exigência de diploma para o exercício do jornalismo, uma norma revogada em 2009.
Entretanto, a exigência do diploma nunca garantiu uma prática jornalística ética ou consciente. Criada em 1971 durante a ditadura militar, a regra visava controlar a entrada de profissionais nas redações. O que se observa, na verdade, é que a melhoria da qualidade na mídia brasileira se deu graças ao fortalecimento econômico das empresas e ao fim da censura, mais do que à formação acadêmica de jornalistas.
✨ Brilhantes jornalistas brasileiros, muitos dos quais nunca frequentaram uma faculdade de comunicação, provam que competência não é sinônimo de formação formal.
Um dos pontos centrais desse debate é a inviolabilidade do sigilo da fonte, um direito garantido pela Constituição, embora não seja uma cláusula irrestrita. O advogado Pedro Serrano, especialista em Direito Constitucional, salientou que esse direito “não pode ser usado para praticar ou acobertar crimes”, destacando a necessidade de uma discussão mais aprofundada sobre o tema.
O posicionamento de certas associações de jornalistas, que se mostram defensoras da liberdade de imprensa, tem caráter seletivo. Elas geralmente falam em nome de um pequeno grupo de empresas que dominam o debate público, o que levanta questionamentos sobre a verdadeira eficácia dessa defesa.
Neste cenário, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) se destaca como uma instituição controversa, lembrando episódios passados que puseram em xeque sua postura ética.
Mais recentemente, durante um congresso da associação, representantes do governo dos Estados Unidos estiveram presentes com o intuito de cooptar jornalistas para uma campanha de desinformação. Isso levanta preocupações sobre a integridade e a autonomia do jornalismo brasileiro.
A rapidez com que a Abraji condenou a censura imposta a um blogueiro por Moraes, sem investigação prévia, revela falhas na prática do jornalismo, que preza pela apuração dos fatos antes de formar uma opinião.
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