Professor da Unicamp confirma que técnica de cozimento é crucial

O programa Giro do Boi desta semana discutiu a segurança do consumo de carne mal passada, enfatizando que o preparo e a procedência são mais determinantes do que o grau de cozimento.
O professor Sérgio Pflanzer, especialista em carne da Unicamp, explicou que em cortes inteiros, como picanha e filé mignon, a contaminação bacteriana, como Salmonella e E. coli, se limita à superfície. Portanto, o selamento em alta temperatura é eficaz para eliminar essas bactérias.
✨ O selo adequado e a procedência da carne são fatores determinantes para a segurança alimentar.
Pflanzer destacou que, durante o processo de selar, as altas temperaturas tornam as fibras musculares de cortes inteiros praticamente estéreis. Assim, a carne mal passada, que apresenta um centro rosado, é segura para o consumo, desde que tenha sido adequadamente selada.
O quadro muda para produtos como hambúrgueres e almôndegas, onde a moagem pode dispersar a contaminação da superfície para o interior da carne. Para esses tipos, é recomendado que o núcleo alcance pelo menos 71°C para garantir a eliminação de patógenos.
Pflanzer ressaltou que o risco associado à carne não está ligado apenas à suculência, mas também à presença de um selo de inspeção, procedência confiável e refrigeração adequada. Além disso, o que aparenta ser 'sangue' na carne é, na verdade, mioglobina, uma proteína que transporta oxigênio nos músculos.
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