Entidade destaca a importância da medida para frigoríficos em 2027, mas prevê efeito limitado em 2026.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) avaliou positivamente a possibilidade do Brasil utilizar o excedente da cota uruguaia de exportação para a China, conforme anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Porém, a entidade destacou que a efetivação dessa medida dependerá da aprovação do governo chinês e que o impacto nos negócios será limitador em 2026, devido ao tempo necessário para negociação e transporte da mercadoria.
✨ A Abiec prevê que a cota brasileira, de 1,128 milhão de toneladas, pode se esgotar até abril de 2027.
A medida pode ser uma alternativa importante para os frigoríficos em 2027, considerando que, se a cota brasileira esgotar-se conforme projetado, o uso da cota uruguaia permitirá uma melhor distribuição dos embarques ao longo do ano.
Entretanto, a efetivação do acordo entre Brasil e Uruguai ainda depende da concessão de aprovação oficial por parte da China, que até o momento tem resistido a redistribuir cotas.
A consultoria Terra Investimentos mencionou que ainda não houve confirmação da possibilidade de aproveitamento da cota pelos brasileiros. Assim, trata-se de uma informação pendente de validação.
Os dados recentes indicam que as exportações brasileiras excederam a cota prevista para 2026 e que a importação de carne uruguaia também está sendo monitorada. A confirmação do aproveitamento da cota pode abrir novas oportunidades de escoamento para o Brasil.
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