AGCO vê recuo nas vendas de máquinas agrícolas devido a custos altos
Incertezas no mercado levam produtores a adiar investimentos

A AGCO, fabricante de máquinas agrícolas com marcas como Valtra, Fendt e Massey Ferguson, reportou um lucro líquido de US$ 74,8 milhões no segundo trimestre de 2026, uma expressiva queda de 76,2% em comparação aos US$ 314,4 milhões do mesmo período em 2025. A receita líquida foi de US$ 2,6 bilhões, apresentando um recuo de 1% em relação ao ano anterior.
Eric Hansotia, presidente e CEO da AGCO, afirmou que os produtores estão sendo mais cautelosos nas aquisições de máquinas agrícolas devido aos altos custos de produção e à incerteza quanto à demanda. Ele garantiu que a empresa está ajustando sua produção de acordo com as necessidades do mercado e mantendo um controle rigoroso dos estoques e despesas operacionais.
✨ A incerteza econômica e os altos custos operacionais pressionam os agricultores a adiar investimentos em novas máquinas.
Contexto
No primeiro semestre de 2026, a AGCO inclusive registrou uma receita líquida de cerca de US$ 5 bilhões, representando um aumento de 5,7% em relação ao mesmo período de 2025. Contudo, o avanço foi apenas de 0,5% se considerado o impacto cambial.
No Brasil, as vendas de tratores caíram 11% nos primeiros半年, reflexo da diminuição na demanda, especialmente por tratores de grande porte. Embora as vendas de máquinas menores tenham aumentado, os custos elevados, especialmente com fertilizantes, continuam a afetar a rentabilidade dos produtores.
Além disso, as vendas de colheitadeiras no Brasil registraram um declínio de 39% em relação ao ano passado. Em comparação, na América do Norte, as vendas de tratores caíram 9% e de colheitadeiras 7%, enquanto na Europa Ocidental houve um leve crescimento de 3% nas vendas de tratores.
Durante o trimestre, a AGCO também completou a recompra de ações no valor de US$ 345 milhões e vendeu sua participação de 49% em joint ventures de financiamento na América do Norte por aproximadamente US$ 190 milhões. Para 2026, a AGCO ajustou suas projeções de receita para uma faixa entre US$ 10,1 bilhões e US$ 10,2 bilhões.
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