O setor encerra 2025 com 2.866 aeronaves, mas previsão é de retração.

A aviação agrícola brasileira, que possui a segunda maior frota do mundo, fechou 2025 com 2.866 aeronaves, representando um crescimento de 5,25% em relação ao ano anterior, conforme dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). No entanto, as expectativas para 2026 são de um mercado mais tímido devido à instabilidade econômica e geopolítica.
Apesar da projeção negativa, as empresas participaram ativamente da Agrishow. Durante os três primeiros dias do evento em Ribeirão Preto (SP), foram vendidos pelo menos 12 aviões, totalizando cerca de R$ 42,8 milhões. As transações foram feitas com financiamento em dólar através de bancos dos EUA, refletindo a resiliência do setor.
✨ As vendas incluem dois aviões da marca Air Tractor, que custaram US$ 1,53 milhão cada.
A Agsur Brasil, representante da Air Tractor, registrou vendas significativas, enquanto a Synerjet também destacou seu modelo de avião elétrico autônomo, o Pelican, que atraiu interesse considerável no evento. O Pelican vendeu “perto de dez” unidades, cada uma custando R$ 550 mil.
O Pelican é um modelo inovador projetado para operar sem piloto, oferecendo vantagens como redução de custos operacionais e a capacidade de voar em condições noturnas. O modelo, que possui autonomia de 45 minutos e capacidade de 300 litros, opera com apenas duas pessoas em terra monitorando suas atividades.
✨ O Brasil continua sendo um mercado vital para as fabricantes de aviões agrícolas, que oferecem desde modelos mais simples até os de alta performance, como o Ipanema da Embraer.
Com 21 anos de produção e uma opção a álcool desde 2005, o Ipanema é um destaque na frota brasileira, com vendas médias de 55 unidades por ano. No entanto, o entusiasmo dos compradores parece ter diminuído, refletindo a cautela dos produtores rurais neste ano.
Para o futuro, a Agsur planeja lançar um novo modelo de avião agrícola em 2027, com capacidade para 4.000 litros, enquanto a Embraer expande suas operações para mercados internacionais, como Argentina e Paraguai, seguindo uma estratégia de crescimento no exterior.
O setor de aviação agrícola brasileiro é um componente crucial para a produtividade agropecuária do país, e inovações tecnológicas continuam a transformar o campo, mesmo diante de desafios econômicos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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