Crescimento no setor indica novos investimentos e grandes desafios.

Neste Dia Mundial do Chocolate, comemorado nesta terça-feira (7), o Brasil reflete sobre sua evolução no cultivo do cacau, que passou de referência global no início do século 20 a enfrentar uma devastadora crise causada pela doença chamada vassoura-de-bruxa. Atualmente, Bahia e Pará lideram a recuperação do setor.
Introduzido no Brasil no século 17, o cacau prosperou na Bahia, tornando-se uma potência produtora até sua queda nas décadas de 80 e 90, causada pela disseminação da praga Moniliophthora perniciosa, que devastou plantações e afetou gravemente a economia local.
✨ Recentemente, dados do IBGE indicam um crescimento projetado de 5,3% na produção de cacau na Bahia em 2026.
A recuperação se reflete em números como o aumento de 61,1% nas amêndoas recebidas no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, com o Pará ganhando destaque como novo polo produtivo.
O setor gera mais de 4.000 empregos diretos e indiretos e movimenta aproximadamente R$ 23 bilhões anualmente, integrando cerca de 120 mil pessoas na cadeia produtiva.
Em 2025, a produção de chocolate no Brasil subiu para 814 mil toneladas, mas o consumo per capita permanece baixo em comparação a países desenvolvidos, o que apresenta um campo promissor para crescimento futuro.
Apesar da recuperação, a indústria enfrenta preços internacionais elevados, que impactam diretamente os custos de produção e o preço final ao consumidor. As cotações do cacau continuam em um patamar mais alto, complicando a situação do setor.
"A trajetória de recuperação do cacau é animadora, mas ainda há desafios grandes pela frente.
Assim, enquanto o Dia Mundial do Chocolate é celebrado, o setor cacaueiro brasileiro se mostra em ascensão, ainda navegando pelos desafios do mercado global em transformação.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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