Influência do real e boas expectativas para a colheita de 2027 são fatores em destaque.

O preço do café teve um aumento significativo na bolsa de Nova York, com os lotes com vencimento em dezembro subindo 3,64%, cotados a US$ 3,0445 por libra-peso. O analista Leonardo Rossetti, da StoneX, atribui essa movimentação à valorização do real frente ao dólar, que, no início da tarde, estava abaixo de R$ 5.
"Como o Brasil é um dos principais players do mercado global de café, essa movimentação do real historicamente impacta o setor, especialmente em períodos de poucos fundamentos em alta para o café”, comentou Rossetti. Apesar das recentes altas, o analista alerta que há poucas chances de o café manter os preços atuais em Nova York.
✨ Rossetti enfatizou que o clima favorável no Brasil, com chuvas acima da média em setembro, traz um panorama positivo para o desenvolvimento da florada, sem efeitos negativos do El Niño até o momento.
Além do café, outros produtos agrícolas também apresentaram variações. O preço do açúcar se manteve elevado, com alta de 0,43% para os lotes de demerara para março, enquanto o suco de laranja teve forte alta de 4,02% nesta terça-feira. O algodão registrou leve aumento de 0,45%, e o cacau teve queda de 2,49% devido à realização de lucros.
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Cacau e café apresentam variações moderadas, enquanto suco de laranja e algodão se mantêm estáveis.

Contratos com entrega para novembro de 2026 estão cotados a US$ 12,88 o bushel.

Cotações da soja recuam devido a inatividade no mercado físico e ajustes em Chicago.

Produtividade média de milho cai para 182,9 bushels por acre, mas estimativa de produção total sobe.