Estratégias de manejo integrado são fundamentais contra a praga

As lagartas conhecidas como curuquere, que incluem espécies como Alabama argillacea e algumas do gênero Spodoptera, como Spodoptera frugiperda, representam uma ameaça significativa às lavouras de algodão, provocando severas perdas no cultivo.
Essas lagartas são responsáveis pela intensa desfolha das plantas, o que afeta diretamente a produtividade. O manejo integrado, que combina controle biológico e químico, se torna uma estratégia imprescindível ao longo da safra.
✨ O ciclo de vida das lagartas do curuquere pode ser completado em poucas semanas, favorecendo várias gerações na mesma safra.
O ciclo das lagartas compreende quatro etapas: ovo, larva, pupa e mariposa adulta. Em condições de calor, esse ciclo se completa rapidamente, permitindo o surgimento de várias gerações durante a mesma safra.
Durante o período de cultivo, que se estende de novembro a setembro, existem quatro janelas de alta atenção. Entre novembro e janeiro, no início do cultivo, pequenas populações podem emergir. O período mais crítico para o monitoramento é de fevereiro a abril, quando a alta disponibilidade de folhas favorece a expansão da praga.
"A desfolha intensificada não só reduz a área fotossintética como também aumenta o estresse nas plantas, resultando na queda de botões florais e, potencialmente, na baixa qualidade da fibra.
Compreender as infestações em estágios iniciais é vital, pois o atraso no monitoramento pode resultar em perdas severas.
O manejo deve ser baseado em observações sistemáticas em campo, evitando uma abordagem exclusiva de pulverização química. O ideal é realizar inspeções regulares na lavoura, contabilizando a presença de lagartas e avaliando o nível de desfolha.
✨ Monitorar a presença de inimigos naturais e utilizar armadilhas com feromônio são práticas recomendadas.
Para um controle eficaz, três frentes principais se destacam: o uso de parasitoides, como vespas que atacam ovos ou lagartas; predadores gerais, como joaninhas; e bioinseticidas baseados em microrganismos.
Os bioinseticidas, como o Bacillus thuringiensis, devem ser aplicados preferencialmente no início da infestação, pois são mais eficazes em lagartas jovens.
O uso de inseticidas químicos continua a ser relevante em surtos populacionais, mas deve ser feito de maneira complementar ao controle biológico. As aplicações devem ser guiadas pela monitorização e adaptação às necessidades específicas da propriedade.
Além disso, a destruição de restos culturais e a rotação de culturas são medidas que previnem a sobrevivência da praga entre safras.
✨ Reduzir a densidade do dossel das plantas e manter áreas de vegetação favorecem a presença de inimigos naturais.
Ao aplicar essas práticas, é fundamental respeitar as legislações e normas de segurança, garantindo o uso seguro de produtos no controle das pragas.
O controle do curuquere não se limita a um único método, mas sim à integração de diversas estratégias, visando maximizar a produtividade do algodão, minimizando custos e reduzindo o risco da resistência das pragas.
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