Produtor precisa vender a pluma por pelo menos R$ 119,61 por arroba para cobrir despesas

O custo de produção do algodão em Mato Grosso apresentou leve recuo em setembro de 2026. No entanto, para cobrir o Custo Operacional Efetivo (COE) da safra 2026/27, o produtor precisa comercializar a pluma por, no mínimo, R$ 119,61 por arroba.
Essas informações foram divulgadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base no projeto CPA-MT. O valor exigido é o mais alto registrado desde a safra 2022/23, destacando a importância do controle de despesas e do planejamento comercial para que as margens da atividade sejam preservadas.
✨ O custeio estimado da safra 2026/27 ficou em R$ 10.615,04 por hectare, com uma queda de 0,03% em relação a agosto.
A redução do custo foi influenciada pelo decréscimo das despesas com defensivos, embora aumentos em outras categorias, como operações mecanizadas e arrendamento, tenham limitado esse recuo. O COE foi estimado em R$ 15.239,62 por hectare, levando em conta uma pequena diminuição de 0,07% na comparação mensal.
Apesar da leve queda nos custos, o nível necessário para cobrir as despesas operacionais ainda é elevado. Para se ter uma ideia, considerando a produtividade média prevista de 127,41 arrobas por hectare, o preço mínimo de venda da pluma, de R$ 119,61 por arroba, sublinha a pressão que as despesas operacionais exercem sobre a atividade.
Embora os custos tenham mostrado redução em setembro, essa variação sutil não elimina os desafios para a rentabilidade da cotonicultura em Mato Grosso. O controle das despesas e a adoção de estratégias de comercialização serão essenciais para que os produtores consigam manter as margens de lucro na safra 2026/27.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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