Produtores devem monitorar clima impactado pelo fenômeno

O fenômeno climático El Niño começa a impulsionar incertezas no mercado da soja, com previsões de chuvas intensas no Sul do Brasil e seca no Centro-Oeste, refletindo na estratégia de produtores e comerciantes.
Em maio, sinalizações de um retorno do El Niño exigem atenção redobrada de agricultores, tradings e investidores, segundo a Grão Direto. A previsão é de um aumento significativo nas chuvas nas próximas semanas no Sul, o que pode impactar negativamente tanto a colheita da soja quanto o planejamento da safra de inverno.
✨ O excesso de umidade pode atrasar operações agrícolas e complicar o calendário de plantio.
Com o aumento da precipitação no Sul, produtores que ainda estão na fase de colheita devem se atentar a períodos de tempo seco, a fim de minimizar perdas e problemas logísticos. Além disso, o plantio da safra de inverno pode ser adiado, já que solos excessivamente úmidos dificultam a entrada de máquinas.
Enquanto isso, o Centro-Oeste enfrenta um cenário oposto, lidando com calor extremo e chuvas irregulares, o que pode prejudicar a umidade do solo e impactar a capacidade produtiva da soja nas safras futuras.
Além da influência do El Niño, outros fatores continuam a movimentar os preços da soja. O contrato spot na bolsa de Chicago, com vencimento para maio de 2026, fechou a semana a US$ 11,94 por bushel, apresentando uma leve alta de 0,59%. O Brasil também viu aumentos nos índices de exportação, com o prêmio FOB Santos subindo 0,10% e encerrando a R$ 132,82 por saca.
Os preços estão sendo sustentados pela demanda intensa das indústrias de esmagamento nos EUA e pela força do mercado energético, especialmente do petróleo.
À medida que o panorama agrícola evolui, os investidores observam atentamente os desdobramentos na China, onde a possibilidade de novos acordos de importação de soja dos EUA pode desencadear mudanças significativas no fluxo do mercado global da commodity.
Para os produtores brasileiros, a chegada do El Niño representa a necessidade de intensificar a gestão do planejamento agrícola. As condições climáticas, juntamente com as dinâmicas geopolíticas e as tendências de oferta global, indicarão um cenário de volatilidade nos preços da soja nos próximos meses.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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