Pesquisa busca soluções sustentáveis para a agricultura brasileira

Pesquisas da Embrapa estão explorando o uso de resíduos agropecuários, como uma alternativa viável aos fertilizantes fosfatados importados, destacando a estruvita, obtida a partir de dejetos suínos.
De acordo com os pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, a estruvita pode suprir até 50% da necessidade de fósforo em culturas como soja, com produtividade comparável ao uso de adubação convencional.
✨ A produção de 3.500 quilos de soja por hectare se aproxima da média nacional com adubação convencional.
Caio de Teves Inácio, pesquisador da Embrapa, afirma que essa inovação representa uma nova abordagem tecnológica para a agropecuária brasileira, alinhada a princípios de economia circular, onde resíduos são convertidos em insumos valiosos.
A estruvita é um mineral cristalino formado por fosfato de magnésio e amônio, derivado da recuperação de nutrientes de dejetos animais, com potencial para melhorar a fertilidade do solo sem causar contaminação.
Além dos benefícios ambientais, as projeções da Embrapa sugerem que propriedades com mais de 5 mil suínos poderiam produzir cerca de 340 mil toneladas de estruvita anualmente no Brasil.
Embora a estruvita seja uma prática adotada em outros países, sua aplicação no Brasil ainda é recente e exige validações científicas em solos tropicais.
A pesquisa está focada em comprovar a eficiência da estruvita em condições brasileiras, especialmente em solos com forte fixação de fósforo, para assegurar sua utilização segura e eficaz no setor agrícola.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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