Após eleições, candidatos devem enfrentar a crescente inadimplência e falta de soluções claras.

A questão do crescente endividamento no setor agropecuário será uma preocupação central para o próximo presidente do Brasil.
Atualmente, o campo enfrenta um índice recorde de inadimplência de 9,7% entre pessoas físicas, e a carteira de crédito rural apresenta um saldo problemático superior a R$ 205 bilhões. Com valores de dívidas privadas ainda incertos no mercado, lideranças e parlamentares mostram-se apreensivos com a situação.
✨ Embora a previsão de safra para 2026/27 seja recorde, com 367,1 milhões de toneladas, o acesso a linhas de crédito rural caiu quase 30% no início da temporada.
Os programas de governo dos candidatos abordam o endividamento de maneira distinta, mas não oferecem uma solução clara. O candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caso eleito, precisa encontrar um equilíbrio entre fortalecer medidas para o setor e cumprir compromissos de ajuste fiscal a partir de 2027.
Uma das propostas para solução do endividamento é o projeto de lei 5.122/2023, que prevê a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para renegociações. Embora exista apoio para o projeto, sua implementação enfrenta desafios orçamentários e necessidade de mudanças no Congresso.
A falta de respostas das campanhas presidenciais sobre novas medidas para o agronegócio e a recente ação do governo em beneficiar outros setores aumentam a pressão por soluções estruturais antes da posse em janeiro, caso Lula seja reeleito.
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