Dipoa institui normas após exclusão do Brasil da lista de exportação

Na última quarta-feira (1/7), o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) divulgou um ofício detalhando os procedimentos que devem ser seguidos pelos exportadores brasileiros de carnes, pescados e outros produtos para que consigam atender às exigências da União Europeia.
Esse comunicado surge em um contexto delicado, já que a União Europeia removeu o Brasil da lista de países autorizados a exportar animais e seus produtos devido a preocupações referentes ao uso de antimicrobianos, que visam prevenir a resistência bacteriana em humanos e animais.
O ofício estabelece que todos os estabelecimentos que desejam exportar para a União Europeia devem implementar controles auditáveis. Esses controles devem garantir que os requisitos em relação aos antimicrobianos, conforme a legislação europeia, sejam rigorosamente atendidos.
Adicionalmente, para exportações ao Reino Unido, deve haver a confirmação de que não são utilizados antimicrobianos para o crescimento dos animais. Isso ocorre devido a exigências específicas do departamento britânico de meio ambiente e agricultura.
✨ Os estabelecimentos precisam assegurar a rastreabilidade e a documentação necessária para garantir a elegibilidade dos produtos para certificação na União Europeia.
Os antimicrobianos são utilizados para prevenir doenças, porém, seu uso inadequado pode levar ao surgimento de bactérias resistentes, o que é um risco à saúde pública.
Cada estabelecimento tem a liberdade de determinar como implementará essas diretrizes, enquanto o governo brasileiro terá a tarefa de avaliar se as propriedades estão realmente cumprindo com as garantias sanitárias exigidas pela União Europeia.
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