Regionalização pode limitar impacto da doença de Newcastle nas vendas externas.

As exportações brasileiras de carne de frango devem alcançar um novo recorde de 5,75 milhões de toneladas em 2026, apesar do caso de doença de Newcastle registrado recentemente no país, segundo análises do Rabobank.
Wagner Yanaguizawa, analista de proteínas do Rabobank, destacou que a regionalização permitirá que os países importadores restrinjam as compras apenas às áreas afetadas pela ocorrência sanitária, em vez de suspenderem todas as exportações do Brasil. Ele acredita que os principais mercados já aceitam esse tipo de acordo, o que deve ajudar o setor a manter um fluxo de embarques positivo.
✨ A produção brasileira de carne de frango deve atingir 16,3 milhões de toneladas em 2026, com projeções de crescimento nas exportações e no consumo interno.
Yanaguizawa também comentou que, embora a concentração de unidades de abate na região Sul seja um desafio para redirecionar a produção, a expectativa é que os efeitos da doença sejam limitados. Ele comparou a situação atual com o episódio de gripe aviária do ano passado, que resultou em uma queda de 17% nas exportações.
O Rabobank projeta que a produção de carne de frango crescerá 2,5%, atingindo 16,7 milhões de toneladas em 2027, acompanhando um aumento no consumo doméstico. O consumo por habitante deve passar de 50,7 quilos em 2026 para 51,5 quilos em 2027, mas pode sinalizar saturação no mercado.
Além disso, os preços da ração devem ser ligeiramente superiores à média deste ano, impactando os custos de produção. Entretanto, o crescimento das exportações aliado ao aumento do consumo interno pode melhorar as margens do setor em 2027.
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