Expectativa de crescimento de 5% nas vendas externas impulsionada por demanda da União Europeia.

As exportações de frutas brasileiras estão caminhando para um novo recorde em 2026, após a receita histórica de US$ 1,45 bilhão registrada no ano passado, segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). A expectativa é de um crescimento de 5% nas vendas externas neste ano.
Waldyr Promícia, presidente da Abrafrutas, destaca que a demanda dos importadores da União Europeia é um dos principais fatores para esse aumento, especialmente após a redução de tarifas decorrente do acordo entre Mercosul e a UE, que entrou em vigor provisoriamente em 1 de maio.
✨ Até setembro, as exportações brasileiras de frutas somaram US$ 1,17 bilhão, um crescimento de 17,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar do avanço, a falta de infraestrutura logística e as exigências sanitárias ainda representam desafios significativos. Durante a feira internacional Fruit Attraction, realizada em Madri, representantes do setor notaram um aumento na procura por frutas brasileiras. Promícia comentou que isso indica um crescimento sustentável do setor, ressaltando que o Brasil possui potencial para ampliar sua participação no comércio global de frutas.
A redução das tarifas de importação, especialmente a eliminação imediata do imposto sobre a uva de mesa, pode contribuir substancialmente para as exportações. Outros produtos, como melões e abacates, também terão suas tarifas reduzidas ao longo dos próximos anos, estimulando a competitividade dos produtos brasileiros.
Fernando Ferreira, da MBR Company, corroborou a expectativa de crescimento nas vendas. Embora as exportações no acumulado do ano ainda estejam abaixo de 2025, espera-se que o último trimestre, que concentra uma parte importante da safra, facilite um resultado positivo.
Entretanto, gargalos logísticos, como a disponibilidade limitada de navios e problemas no agendamento e operações portuárias, continuam sendo empecilhos. A situação climática e os problemas resultantes do conflito no Oriente Médio complicam ainda mais o cenário, considerando que as frutas são perecíveis e exigem transporte rápido.
As perspectivas para 2027 também são otimistas, com a previsão de um aumento na demanda internacional. Contudo, o setor deve monitorar os impactos do fenômeno climático El Niño, embora Promícia acredite que a maior parte da produção irrigada não deve ser afetada. Já a concorrência com países como o Peru pode beneficiar as frutas brasileiras no mercado.
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