Luciano Pascon, CEO da Frigol, destaca o impacto da cota de importação na indústria.

Os frigoríficos brasileiros estão enfrentando um aumento nos custos operacionais devido à suspensão das exportações de carne bovina para a China, uma vez que a cota de importação deste mercado já foi preenchida. Luciano Pascon, CEO da Frigol, fez a afirmação durante um evento da Datagro realizado em São Paulo, no dia 16.
Pascon explicou que a necessidade de ajustar os processos industriais para atender a outros destinos de exportação aumenta os custos. "Mesmo tendo outros destinos para fazer [venda de carne bovina], isso encarece o processo industrial", ressaltou o executivo.
✨ Ele destacou que gerenciar diversos clientes em diferentes países exige adaptações na produção, o que se traduz em custos mais altos.
Desde o início do ano, a China implementou uma política de cotas de importação com tarifas reduzidas, e o Brasil já esgotou sua cota de 1,106 milhão de toneladas prevista para 2026. Pascon adiantou que, quando os importadores chineses voltarem a comprar carne brasileira para a cota de 2027, seria ideal realizar vendas gradualmente para evitar uma saturação do mercado.
Ele também comentou sobre o impacto da demanda doméstica, que preocupa alguns executivos do setor, como Paulo Emilio, CEO da Plena Alimentos, que expressou preocupação com o endividamento da população brasileira e suas consequências para o consumo.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Agronegócio

Mercado se volta para a formação da safra 2027/28 em meio a chuvas favoráveis.

Frigoríficos ajustam atuação enquanto pecuaristas esperam melhores valores.

Mercado físico apresenta estabilidade em várias praças, com frigoríficos e pecuaristas atentos ao ritmo das negociações e à demanda.

Exportações de carne bovina brasileira desaceleram devido ao ritmo mais lento no mercado internacional.